O que fazer em Dubai?

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Passagem comprada, hotel reservado, visto na mão e agora vem a pergunta: o que fazer em Dubai? O que ver? Onde ir? Quanto custa? Como chegar? Bom, o que não falta na cidade são opções de lazer, compras, esportes radicais, gastronomia, entretenimento e vários parques temáticos. Será a nova Disneylândia do lado de lá? Algumas atrações são FREE e a maioria delas você comprar comprar online antecipadamente.

Vou listar aqui as atrações que eu fui e quanto custou, não só em Dubai mas também nos dois outros emirados que conheci. Nos próximos posts falarei de cada uma delas, com dicas de como chegar, quanto tempo ficar, o que ver, vantagens, desvantagens e se for uma pegadinha turistonga também vou contar aqui. Vamos lá:

AED: dirhams, moeda local.  Câmbio de hoje (06/03/2018): R$ 1,00 = AED 1,14

  • Salto duplo de paraquedas no SkyDive Dubai: AED 1.999,00. Na reserva, diretamente pelo site, você paga AED 1.000,00 e o restante no dia do salto, em cash ou cartão. O salto é sobre a Palm Jumeirah. Incrível!

Skydive Dubai

  • Jebel Jais Flight (a maior tirolesa do mundo) em RAK: AED 650,00. Sugiro reservar online pois os lugares são limitados. Se você curte adrenalina, só vai!

Jebel Jais Road

  • Burj Khalifa: deck de observação no edifício mais alto do mundo, a partir de AED 135,00, dependendo do horário e andares escolhidos para subir. Compre online para não ficar na fila se deixar para comprar o ingresso na hora.

Vista do Burj Khalifa

  • Dubai Frame: AED 50,00. A mais nova atração de Dubai e na minha opinião, pegadinha. Economize o dinheiro e veja a atração do lado de fora.

Dubai Frame

  • Yas Marina Circuit Tour: AED 120,00. Para os fãs de Fórmula 1, o circuito fica na marina de Abu Dhabi. Mediante reserva e alguns dirhams, você pode também dirigir Ferrai, Camaro, Aston Martin, Jaguar, etc. #dica: no autódromo de Dubai, dirigir estes carros é mais barato, segundo um amigo que mora lá.

Yas Marina Formule 1 Circuit

  • Louvre Abu Dhabi: o primeiro Museu do Louvre fora de Paris. A partir de AED 60,00. Ingressos online. Comprei, perdi o horário e não pude ir.

  • Burj Al Arab: FREE mediante reserva em um dos 10 bares e restaurantes do hotel.

Burj Al Arab

  • Atlantis Aquaventure Waterpark: parque aquático super legal acoplado ao hotel Atlantis, na Palm Jumeirah (a ilha em forma de palmeira). Ingresso do parque a partir de AED 260,00. Tem mergulho, praia, toboáguas, fotos com golfinhos e leões marinhos no maior estilo Xcaret.

Atlantis Waterpark

  • Mercado do ouro, das especiarias e dos tecidos: FREE
  • Travessia de abra: AED 1,00. É um barquinho de madeira utilizado para fazer a travessia do canal de um lado para o outro na cidade antiga de Dubai. Não precisa comprar ingresso, só chegar e pagar para o próprio barqueiro.

Creek

  • Safári no deserto com jantar e passeio de camelo: muitas empresas em Dubai oferecem este passeio aos turistas. Eu fiz o meu com a Arabian Adventures, por indicação de quem já tinha ido. Custou AED 275,00 com jantar no estilo beduíno, show de dança do ventre, passeio de camelo, pôr-do-sol, shisha, tattoo de henna e muita adrenalina na areia nas pick-ups 4×4.

Safari no deserto

  • Sheikh Zayed Grand Mosque: GRÁTIS! Em Abu Dhabi, longe do centro. Para entrar na mesquita eles emprestaram uma abaya (roupa típica árabe). Mulheres precisam cobrir a cabeça, ombros, braços e pernas. Ou seja, nada de shorts, barriga/peitos e ombros de fora. Verifique os horários antes, pois eu fui numa sexta-feira de manhã e só abria após às 14:00h. Obs: não tem site oficial.

Sheikh Zayed Grand Mosque

  • The Beach: GRÁTIS! Shopping a céu aberto localizado na Jumeirah Beach Residences. Lojas, hotéis, restaurantes (#dica: jante no grego Eat Greek), quiosques e um calçadão de frente pro mar. Ótimo para ir à noite!

The Beach JBR

  • The Dubai Mall: o maior shopping do mundo com 1.200 lojas. Fica junto ao Burj Khalifa. Tem rink de patinação, aquário, simulador do A380 da Emirates e mais um montão de coisas pra fazer. Não paguei pra entrar no aquário. Você pode ver um pouco dele andando no shopping mesmo, sem pagar 1 centavo.

The Dubai Mall Aquarium

  • Mall of the Emirates: um pouco menor que o anterior, porém tem uma micro estação de ski dentro dele. Top né? Um dia você está no deserto, no outro na praia e no terceiro vai esquiar. E ainda pensam que Dubai só tem shopping…

IMG_1765

Fora estas atrações, que foi o que deu pra conhecer em pouco mais de uma semana, existem ainda muuuuitas outras, como por exemplo:

  • Dubai Village: complexo de entretenimento que reúne várias culturas em um lugar só. Funcionamento sazonal. Consulte antes de ir!
  • Ferrari World: parque de diversões coberto da Ferrari em Abu Dhabi.
  • Legoland Dubai: parque de diversões para crianças dos blocos de montar Lego, inclusive com parque aquático.
  • Bollywood Parks: dedicado à indústria cinematográfica indiana.
  • Motiongate Dubai: parque de diversão inspirado em alguns filmes de ação e animação de Hollywood.
  • IMG Worlds of Adventure: parque de diversões coberto, com atrações de Marvel e Cartoon Newtork.
  • La Perle by Dragone: espetáculo aquático no estilo Cirque du Soleil. Compre ingresso antecipado e com desconto aqui.
  • Wild Wadi Waterpark: parque aquático em frente ao Burj Al Arab.
  • Public beaches: são várias as praias públicas em Dubai. Têm salva-vidas, banheiros, chuveiros, quiosques e áreas separadas para banhistas e surfistas (oi?). Detalhe, as praias não tem ondas mas a prática de SUP é bem comum. Não vi aluguel de guar-sol nem cadeiras. Portanto, protetor solar e um chapéu que cubra até os pés é indispensável.

Se você der uma boa pesquisada, vai encontrar mais uma lista gigante de opções de lazer e entretenimento. Dá pra passar um bom tempo na cidade e não repetir nenhuma atração. Fora que não mencionei os outros emirados, como Al Ain, Sharjah e outros.

Mais informações aqui.

 

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Hospedagem em Dubai

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De Ibis até o hotel mais luxuoso do mundo. Dubai tem hospedagem para todos os bolsos, literalmente. Pipocam hotéis em todos os cantos da cidade, que já não tem mais só no petróleo sua principal fonte de renda. O turismo cresce no mesmo ritmo, recebendo turistas do mundo inteiro, ávidos para conhecer os superlativos que a cidade oferece.

A princípio, eu havia reservado um hotel econômico próximo ao Mall of the Emirates, o shopping que tem a estação de ski. Porém, acabei desistindo quando encontrei o que parecia ser, e era, a hospedagem perfeita: um quarto num apartamento na Marina de Dubai, através do AirBnB. Já comentei em outro post as vantagens deste meio de reserva de hospedagem.

Este quarto que reservei pertence a um grego chamado Andrei, dono de uma agência de viagens em Dubai, a AC Pearl Holidays Dubai. Acabei não conhecendo pessoalmente, só troquei mensagens e emails com ele. O quarto ficava no 51º andar de um edifício de 67 andares, chamado Tiger Building. Parecia ser o prédio mais ‘baixo’ da vizinhança. E Ponta Grossa, ainda com projeto no papel para seu primeiro edifício de 50 andares (!).

No apartamento, de 4 quartos, morava Alex e Dominika, funcionários de Andrei, que além deste que reservei, possui vários outros apartamentos para locação, alguns inclusive no mesmo edifício. Meu quarto era pequeno e  confortável: cama de casal, ar condicionado, abajur, armário com cabides e uma mesinha de centro baixa. Roupas de cama e banho extremamente limpas, travesseiros macios.  O banheiro era compartilhado, mas sempre estava limpo e organizado. Também tinha wifi, cozinha equipada e máquina de lavar roupas à disposição.

Encontrei alguns turistas circulando pelo apartamento e muito de vez em quando encontrava os moradores. Meu quarto tinha uma chave que eu levava comigo e para entrar no prédio, cada um tinha um cartão magnético para abrir a porta que dava acesso aos elevadores. Para entrar pela primeira vez, precisei apresentar meu passaporte, que já estava cadastrado previamente ao check-in.

A localização não poderia ser melhor. Era exatamente como descrevia o anúncio: alguns metros do tram (que conectava ao metrô), supermercado 24h e banco na esquina, dois quarteirões da Marina Walk, um calçadão cheio de restaurantes e entretenimento. Aliás, o bairro, na minha opinião, é um dos melhores para se hospedar. Sem contar que mesmo à noite você pode andar tranquilamente pela rua, não só na Marina mas em toda a cidade. Lógico, há que se prevenir em qualquer lugar do mundo!

Tratando-se de Dubai, foi um ótimo custo-benefício, por volta de R$ 140,00 a diária (somente hospedagem, sem refeições incluídas). Os apartamentos de Andrei são bem concorridos, então se deseja hospedar-se em um deles, envie logo a solicitação. Aqui está o link do quarto que reservei.

Em alguns lugares realmente AirBnb vale mais a pena do que os hotéis. A experiência vale se você quer fazer uma imersão cultural, conhecendo novas pessoas, estando no dia-a-dia de um morador de cidade, pegando dicas que só os nativos têm pra até mesmo não cair nas ciladas turistongas, que até em Dubai tem.

No mapa abaixo parece próximo o edifício da Palm Jumeirah, onde tem o Atlantis Water Park mas é looooonge, precisa usar o tram e monorail para chegar lá. As quadras são enormes e o que parece estar chegando, não chega nunca. Em todo caso, há táxis e Uber’s em todo lugar. Lembrando que em Dubai, o táxi é um pouco mais barato que Uber. E o transporte público é barato e eficiente. Use e abuse deles! Luxo aqui é ter carro próprio. Luxo no exterior é usar transporte público.

Infelizmente não tirei fotos do quarto.

 

Visto para os Emirados Árabes

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Brasileiros PRECISAM de visto para entrar nos Emirados Árabes Unidos. O processo de isenção ainda está em fase de conclusão! Leiam no link abaixo:

http://www.panrotas.com.br/noticia-turismo/internacional/2018/01/isencao-de-visto-entre-brasil-e-emirados-entra-em-fase-final_152564.html

Há muita informação desencontrada sobre isso na internet. Somado a isso, muitas pessoas confiam em fontes não seguras, acreditando em tudo o que compartilham por aí sem ao menos verificar a procedência da informação. Então se você não quer correr o risco de não embarcar, providencie o visto.

Digo isso porquê se você não estiver com o visto em mãos, você não consegue embarcar em São Paulo, Rio de Janeiro, ou seja lá de qual cidade você deixará o país. A companhia aérea simplesmente não faz o seu check-in.

Eu fiz o meu visto com a GED Travel, de Curitiba/PR, agência de viagens especializada em Emirados. Tive indicação de uma amiga que fez com eles e o processo foi muito rápido. Solicitei 1 mês antes da data do embarque. O processo é simples: basta escanear os documentos solicitados (passagem aérea, reserva de hotel, passaporte), preencher um formulário, pagar a taxa (custou R$ 610,20 no dia 02/01/2018, via Paypal) e aguardar. No prazo dado por eles, você receberá o visto por e-mail, deverá imprimi-lo (de preferência colorido) e guardar junto com seu passaporte. Nem precisei me dirigir até a capital, fiz tudo online.

Se você for ficar na casa de alguém lá, a agência irá te solicitar a cópia da ID dos Emirados da pessoa em questão. Eu me hospedei em um AirBnB e deu super certo. Não precisei da ID do dono do apartamento.

Peço atenção para o seguinte: o visto pode ser de uma única ou de múltiplas entradas. Eu fiz o de uma única entrada porém precisei fazer o visto de trânsito pelo motivo que irei contar abaixo.

Num determinado dia, eu voei de Dubai para Malé (capital das Ilhas Maldivas). Levei somente uma mala pequena para a ilha e a grande deixei num guarda-volumes no aeroporto de Dubai, no saguão de chegadas do terminal 1. Fiz o check-in para Malé, despachei a mala pequena, passei pela imigração e ganhei o carimbo de saída dos Emirados.

No mesmo dia da volta das Ilhas Maldivas eu voltei para o Brasil. Teoricamente eu não precisaria de um visto de trânsito pois mesmo sendo companhias aéreas diferentes, eu ainda continuaria da área de conexões do aeroporto. Só que eu havia deixado minha mala no guarda-volumes e para poder resgatá-la eu tinha que passar pela imigração novamente. Como entrar no país sendo que eu já havia usado o visto no dia que eu cheguei em Dubai, lá no dia 08 de fevereiro?

A única saída foi pedir um visto de trânsito, válido por 96 horas, utilizado normalmente para quem tem stop over. Após o desembarque, antes da imigração, você deverá ir ao balcão da Arabian Adventures (lado esquerdo depois das escadas rolantes), pois são eles que fazem este tipo de visto. Lá você apresenta seu passaporte e seu bilhete de viagem (a próxima, no caso), preenche um formulário com endereço e o motivo da solicitação. Paga uma ‘taxinha’ de AED 550,00 (R$ 487,02 no câmbio de 02/03/2018) à vista (cash ou cartão), entrega os papéis na polícia de imigração, ao lado do balcão da Arabian e aguarda. A resposta é bem rápida, se você está apto ou não a entrar no país.

Eu até tentei explicar a minha situação para eles, pois eu só precisava sair dali, pegar a mala no guarda-volumes e subir para o embarque novamente. Porém não teve escapatória. Um dos policiais, que pela bença de Deus falava português, perguntou porquê diabos eu deixei a mala lá fora se meu visto era só para uma entrada. Olha moço, pra quê eu levaria uma mala de 33 kg para uma ilha? Na hora eu só pensei nesse peso morto que eu carregaria e nem me passou pela cabeça que eu precisaria de um visto múltiplo.

Enfim, pessoas, pensem em todas as possibilidades antes de iniciar o processo pra não ter que gastar com o que não estava no script. #fikadica

Visto UAE

Fonte: Google Imagens. Prestenção: SINGLE SHORT = UMA ENTRADA

Maldivas sem ir à falência

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Sim, é possível ir às Ilhas Maldivas sem falir.

Vamos começar do começo, certo? As Ilhas Maldivas localizam-se no Oceano Índico, à nordeste do Sri Lanka e da Índia, e à sudeste das Ilhas Seychelles. É uma república composta por 1.190 ilhas, a religião é 100% muçulmana, a capital se chama Malé, a moeda local é a Rufiyaa Maldiviana e o idioma oficial é o dhivehi, mas inglês é falado pelas pessoas que trabalham diretamente com turistas.

Ilhas Maldivas

Foi um bocado de acessos neste Google de meu Deus para decidir para qual ilha ir. Afinal são mais de 1.000 opções, certo? Dois pontos foram o norte para a pesquisa e decisão: não queria ir para uma ilha-resort, mas sim ir para uma onde tivesse menos turistas, para ter contato direto com a vida maldiviana. E assim a elegida foi Ukulhas, distante 1h30min de speed boat do Aeroporto Internacional Velana, localizado há 2 km da capital Malé. Sim, é uma ilha só para o aeroporto. Mas não é um aeroporto pequenino, lá pousam Boeings e Airbuses de companhias aéreas como Emirates, Qatar, Alitalia, United, Sri Lankan Airlines, dentre várias outras.

Ukulhas

Ukulhas possui pouco mais de 900 (isso mesmo, novecentos) habitantes. Ela é tão pequena que da avenida principal você enxerga o mar por todos os lados. São 1.025 metros de comprimento x 225 metros de largura. Rapidinho você dá a volta nela caminhando. Na ilha há uma mesquita, que ecoa o chamado para a oração igual em Dubai. Os pequenos comércios fecham por 15 ou 20 minutos cada vez. Há três mercadinhos que vendem o essencial, como água, refrigerante, chocolates, algumas frutas, produtos de higiene pessoal, bolachas e num deles vi até um pouco de materiais de construção. Somente um aceita cartão. Os outros somente cash, tanto faz rufiyaas ou dólares americanos. Porém eles não dão troco em USD, somente na moeda local. Não há caixa eletrônico nem banco na ilha.

Ukulhas

Não tem nenhum cachorro, somente dois gatos. O principal meio de transporte são motos, bicicletas ou barcos. Há apenas dois carros, parecidos com o Smart mas eram da Mitsubishi. Muitas palmeiras, ruas somente de areia, casas humildes, coloridas e com quintais sujos e bagunçados. Crianças brincando pela rua o tempo todo. Mulheres com suas abayas e burcas pretas, num calor de 33°C, sentadas na frente das casas, com seus smartphones em mãos. Nenhum resort, nenhum bangalô em cima d’água. Somente pousadas, porém com o essencial para o turista: cama, chuveiro quente, cadeira e guarda-sol na areia. Eles se esforçam bastante para se comunicar em inglês. Temos que falar devagar para que nos entendam. É um povo muito simpático e educado.

Ukulhas

A pousada que fiquei foi a Ukulhas Inn, que reservei pelo Booking.com. Meu quarto tinha uma cama de casal, TV a cabo, wifi, minibar com água a vontade, um pequeno armário, adaptadores de tomada, ducha quente e ar condicionado. Não era na beira da praia mas poucos metros me separavam dela. Café da manhã, almoço e jantar inclusos. As refeições vinham de um dos poucos restaurantes da ilha. Todos os dias eu preenchia uma fichinha com os itens escolhidos do cardápio e no horário combinado, a mesa estava posta em frente ao meu quarto. A comida era simples mas muito deliciosa, sendo o atum o carro chefe da maioria dos pratos.

Cada diária me custou USD 99,45 com pensão completa + toalha de praia + cadeira + guarda-sol + equipamento de snorkeling + pé de pato. Mais barato que qualquer pousada em ‘Guarachuva’ no verão paranaense. O transporte aeroporto/ilha/aeroporto custou USD 100,00, com direito a wifi, tomada USB e água mineral no trajeto. Há o ferry também, é mais barato mas a viagem leva 4 horas e com o speed boat somente 1h30min.

Para chegar ao Aeroporto Internacional de Malé, a partir de Dubai, onde eu estaria, comprei bilhetes antecipados, de ida e volta, no site da Sri Lankan Airlines no valor de R$ 1.628,85 com taxas. Incluía uma conexão em Colombo, capital do Sri Lanka. Pelo dobro do valor eu poderia ter voado direto de Dubai a Malé pela Emirates. Mas optei por parar no Sri Lanka para sentar e tomar uma xícara de ~chá~. RISOS.

Ukulhas pelo que pude perceber é o paraíso dos italianos. Só ouvia italiano na praia. Até conheci umas gurias super legais, fizemos passeio juntas, jantamos e somos amigues no Facebook.

É lógico que alguma coisa tinha que me acontecer. Ou melhor, duas. Como eu poderia voltar pra casa sem perrengues pra contar? A primeira é que, como sendo uma ilha muçulmana, você deve respeitar o código de vestimenta. Biquínis/sungas/maiôs só são permitidos na praia. Nas ruas é proibido andar descoberta. Então sempre carregue consigo uma canga, nem que sua pousada seja há 20 metros da praia. Você será mal vista se tiver andando nas ruas somente com roupa de banho. Educadamente uma mulher me parou, nas primeiras horas que eu estava lá, dizendo que eu deveria me “cobrir” e que só era permitido usar biquíni na praia. Como boa polaca, instantaneamente minhas bochechas ficaram vermelhas e já fui tirando a saída de banho da sacolinha. Vesti e claro que pedi um zilhão de desculpas. #fikadica

A segunda coisa, fica pra um próximo post. Mas já deixo frisado o seguinte: nunca guarde sua GoPro (com os vídeos de snorkeling) em bolsinhos internos de mochilas. Ela pode ficar esquecida lá e se você tiver excedendo o peso da sua mala, de repente você queira se desfazer de algum peso morto. Aí você escolhe sua mochila pra jogar numa lata de lixo do aeroporto, pois ela já está arrebentando e só lembra que a GoPro estava dentro dela quando está quase chegando no Brasil. #lagrimas

Voltando ao título do post, viu só como é possível ir às Maldivas sem falir? Você nem precisa pagar USD 65,00 por um passeio de snorkeling no meio do mar. Você pega o equipamento grátis na pousada mesmo e vai mergulhar na praia, que é cheia de corais e peixes. Ou então USD 70,00 por um mergulho de cilindro, que é 1/3 do valor que custa em Fernando de Noronha, por exemplo.

É possível gastar USD 1.000,00 ou USD 100.000,00 numa viagem dos sonhos às Maldivas. Minha viagem dos sonhos incluiu muitos dias de sol, mar, amizades e um enriquecimento cultural impagável.

 

Mais informações aqui.

Jebel Jais Flight, a maior tirolesa do mundo

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Quando pensamos em Emirados Árabes nos vem à mente a estonteante Dubai e seus superlativos. O maior edifício do mundo, o maior shopping center, a maior ilha artificial, a maior roda gigante (ainda em construção), o maior isso, o maior aquilo. E também é no emirado de Ras Al Khaimah, distante aproximadamente 120 km de Dubai, que inaugurou, no dia 01/02/2018, a maior tirolesa do mundo em comprimento, certificada pelo Guinness World Records.

Localizada na maior montanha dos UAE, há mais de 1.600 metros acima do nível do mar, a tirolesa mede 2.800 metros e você pode atingir a velocidade de até 160 km/h. O percurso é feito em duas etapas. A mais longa, com 1.680 metros de comprimento, dura aproximadamente 3 minutos e você vai deitado. Em uma plataforma de vidro, suspensa há 50 metros do chão, você é transferido para a próxima etapa, de 1.000 metros, onde você vai sentado. O custo desta aventura é de aproximadamente AED 650,00 ou R$ 580,00 (câmbio do dia 27/02/2018) e pode ser reservado aqui.

Para poder me deslocar até a montanha, a alternativa era a locação de um carro, já que não consegui transporte público que chegasse lá. Solicitei junto ao Detran a PID – Permissão Internacional para Dirigir, ao custo de aproximadamente R$ 90,00, com a mesma validade da CNH. Sem este documento não poderia alugar o veículo, muito menos dirigir nos UAE, já que a nossa habilitação não é aceita por lá. Entre pagar a taxa e receber o documento foram aproximadamente 7 dias.

Aluguei uma Ford EcoSport na RentalCars, por aproximadamente R$ 120,00 a diária, com quilometragem livre e todos os seguros inclusos (roubo/acidente). O aluguel do GPS, a parte, custou AED 30,00 ou R$ 26,00 (câmbio de 27/02/2018). O carro foi retirado e devolvido no terminal 1 do Aeroporto Internacional de Dubai. Há vários locais para retirada/devolução, porém alguns não funcionam nos horários da sua necessidade. Havia uma locadora próxima do apartamento onde eu estava mas como eu gostaria de fazer a devolução tarde da noite, a empresa já estaria fechada. Por esse motivo optei por retirar e devolver no aeroporto, bem longe de onde eu estava hospedada.

Estrada para Jebel Jais

Enfim chegou o dia. Terça-feira, 12 de fevereiro de 2018. “Viajei” até o aeroporto logo cedo, afinal eram 55 longos minutos, sabe Allah quantos km de distância. A retirada foi feita no balcão da National (o RentalCars reúne várias locadoras), no desembarque do T1. Programei o GPS para Ras Al Khaimah, música árabe na rádia e pé na tábua. A rodovia não tem pedágio e o asfalto parecia um tapete. Eram 5 pistas pra cada lado com a velocidade máxima de 120 km/h. O carro já estava programado para dar um aviso sonoro caso eu ultrapassasse o permitido. Muito pertinente, pois eu sou campeã em receber multa por excesso de velocidade.

Chegando lá, 1h e pouco depois, cadê placas de sinalização para Jebel Jais? (esse é o nome da montanha). O jeito foi parar no primeiro comércio e pedir informação. Primeira pergunta “do you speak English?”. A resposta foi não. Não tive dúvidas que a jornada seria loooooonga. Sei que para encurtar a história, parei umas 8 vezes até conseguir localizar a primeira placa de sinalização que direcionava à montanha. Numa das vezes, parei 3 árabes que estavam andando na rua, perguntei, eles se olharam e balançaram a cabeça. Ok, bola pra frente. Por último, umas duas horas depois de rodar, parei em um supermercado, comprei uns snacks e enfim o rapaz do caixa me mostrou onde era. Já estava bem próxima.

Começo da estrada para a montanha

A subida até o topo é cheia de curvas, em torno de 30 km, porém o asfalto é novo também, a rodovia super bem sinalizada. O trajeto é muito parecido com o da Serra do Rio do Rastro em Santa Catarina. A paisagem é de tirar o fôlego! Entretanto, nas montanhas não há vegetação, só pedra sobre pedra, mas mesmo assim, lindo demais.

Chegando lá, tem um estacionamento onde você é obrigado a deixar o carro. O staff da Toro Verde, que é a empresa que vende os passeios de tirolesa, já te encaminha em uma van que irá te levar no receptivo, onde você será preparado com o equipamento, terá todas as instruções, poderá usar banheiro e armários, alugar uma GoPro e tomar um café. O aluguel da GoPro custa AED 120,00. Eu havia esquecido a minha no carro, lá no estacionamento, e não tinha como voltar buscar. Senão, você pode usar a sua mesmo e o capacete já está incluso no pacote.

Do receptivo até a plataforma do salto a van te leva novamente. Chegando lá, os instrutores (que são da Costa Rica, super animados) te dão mais algumas informações e te preparam para te empurrar montanha abaixo. Fui com outros dois rapazes, um de Toronto e outro do Texas, e fui a primeira a ‘descer a ladeira’. O momento crítico é aquele quando te soltam e aí a adrenalina sobe feito louca. Confiram no vídeo. Depois do primeiro grito, aí é só curtir a paisagem que é incrível. Detalhe, não pode abrir os braços.

Três minutos depois você chega na plataforma suspensa, que só fui ver que era de vidro quando assisti o vídeo. Minhas pernas bambearam tanto que quase saí de gatinho para o outro cabo de aço. (KKKKKK). A próxima descida, de 1 km, é sentada, muito tranquila porém rápida demais. Você nem ouve os gritos no vídeo, somente o barulho do vento. Ao final da experiência, você recebe um patch com o seu número. Eu fui a pessoa n° 469 a descer a maior tirolesa do mundo! Uhuuuuuuuuuuuuuuuu!!

Depois de terminado o passeio, fiquei ainda um tempo observando a paisagem, tirando umas fotos, fazendo um lanche. Cheguei em Ras Al Khaimah já estava escurecendo. Ajustei o GPS para Dubai novamente e lógico, tive que parar pra pedir uma informação, pois num determinado viaduto que estava em obras, fiquei perdida. Parei numa ‘bodega’, era o único lugar que tinha, o senhorzinho falava árabe e mimiquês. Com os gestos de seguir em frente e fazer a rotatória consegui pegar a estrada para Dubai.

A volta foi super tranquila e pasmem, a rodovia inteira iluminada. Parei num posto para abastecer a nave e gastei míseros AED 69,00 em uns 30 litros de gasolina, o que daria aproximadamente R$ 2,00 o litro. Carro devolvido, entrei no aeroporto tomar um café e depois peguei o metrô de volta pra casa, faceira, feliz e contente.

Valeu cada centavo investido nessa aventura em Jebel Jais. Dubai não é só compras e passeios de luxo. Quem quer aventura, tem também. Outro dia eu conto sobre o salto de paraquedas sobre a Palm Jumeirah, que foi outro passeio inesquecível.

Jebel Jais Flight

Fonte: Google Imagens

 

Dubai, meu novo amor

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Quem me acompanha nas redes sociais sabe que acabei de voltar de Dubai. Só digo uma coisa: New York City, my darling, você ficou pra trás. Haters dirão que a maior cidade dos Emirados Árabes Unidos é artificial, fake e pura ostentação. Também pudera, a maior concentração dos multi milionários deste mundo está lá.

Fato é que Dubai é artificial sim. Em 1956 a cidade era um deserto que tinha um porto, onde predominava o comércio de tecidos entre Dubai e Índia. Dez anos depois o petróleo foi descoberto, tornando-se um marco histórico para o crescimento desenfreado da cidade. O Aeroporto Internacional de Dubai (DXB) foi inaugurado, a companhia aérea Emirates foi criada, o único hotel sete estrelas do mundo, Burj Al Arab, iniciou suas operações, o edifício mais alto do mundo foi inaugurado e desde então o “superlativo” tornou-se sinônimo de Dubai, a concrete jungle where dreams are made of, só que no Oriente Médio.

Em pouco mais de duas semanas pude acrescentar um pouquinho mais de cultura à minha vida e compartilho aqui as minhas percepções.

  • Há táxis só para mulheres. Eles têm teto rosa (parecem os carros da Mary Kay) e são dirigidos por mulheres. Assim como também há vagões no metrô e tram para mulheres e crianças. Homens podem ser multados em 100 AED (dirham, a moeda local) se estiverem no vagão destinado a elas.

 

  • Ninguém do sexo oposto irá te perturbar, seja na rua, na chuva ou na fazenda. risos. Esteja onde estiver, você, mulher, não levará assobios nem cantadas. Porém, ombros descobertos já é o suficiente para os árabes te olharem disfarçadamente. Afinal, as muçulmanas andam completamente cobertas, algumas só mostram os olhos. E aí um corpitcho à mostra, mesmo que seja só o pescoço, chama a atenção daqueles árabes-morenos-gatos-deuses gregos.

 

  • Transporte público limpo, barato e extremamente eficiente. Algumas estações de metrô, especialmente as que ficam no Deira, tem iluminação que parece que você está na balada. Funcionários solícitos, vending machines, trens com pontualidade londrina e mobilidade para PNE’s são só alguns diferenciais.

 

  • Wi-Fi disponível para a população em todos os locais públicos. Metrô, praça, rua, shopping. Basta você ter um número de celular de alguma operadora dos UAE (United Arabian Emirates) e cadastrar-se. Você receberá uma senha e aí só se conectar.

 

  • Mercados e caixas eletrônicos na rua, 24 horas. Acho que nem preciso comentar que a segurança está em primeiro lugar. Segundo um indiano que conheci e que vive há quase 20 anos em Dubai, nunca ouviu falar em roubo/assalto/assassinato. Incidentes tão comuns no Brasil quanto escovar os dentes diariamente. Uma lástima.

 

  • Pessoas do mundo inteiro “tutu xunta reunida”. Incrível como é harmonioso o convívio de tantas culturas vivendo no mesmo lugar. Dubai conta com 2,7 milhões de habitantes e, segundo dados, mais de 90% da população é de expatriados. Indianos, paquistaneses, sul africanos, iranianos, egípcios, costa-riquenhos, filipinos, e por aí vai… devido a essa miscigenação, inglês é também o idioma oficial juntamente com o árabe.

 

  • A religião muçulmana é a que predomina. Cinco vezes ao dia, do nascer ao pôr do sol, ouve-se o adhan, que é o chamado para a oração. A melhor definição seria uma espécie de música, que ecoa de todas as mesquitas ao mesmo tempo. E elas são diferentes cada vez que tocam.

 

  • Muçulmanos usam roupas tradicionais. Mulheres usam abayas, aquelas capas pretas, muitas delas adornadas com cristais Swarovski. Homens usam dishdashas, que podem ser pretas ou brancas, com um “lenço”, vermelho xadrez ou branco, sobre a cabeça. Jesus, vou te falar hein, ficam uns deuses-gregos com aquela roupa e barba feita. É de largá a famia!

 

  • Bebida alcoólica somente em bares e hotéis de redes internacionais. Não tem pra comprar no supermercado e tampouco irá encontrar cerveja em menu de restaurantes, exceto dos locais acima citados. Pra comprar bebida alcoólica nas lojas especializadas precisa ter uma permissão do governo. E há um limite de quantidade para comprar.

 

  • Dubai possui algumas praias públicas, com uma boa estrutura para turistas, como chuveiros e banheiros, além de quiosques com comida. Nestas praias é possível usar biquínis e deixar sua bolsa na areia, dar um mergulho e quando voltar, suas coisas estarão exatamente no mesmo lugar. Em cada calçadão, existe uma pista de corrida/caminhada emborrachada, que além de amortecer o impacto, não absorve tanto o calor, e você pode andar descalço mesmo no calor.

 

  • Proibido casais andar de mãos dadas em locais públicos. Beijo e abraço então, sem cogitação. Reserva de hotel (não todos os hotéis) para casais, somente comprovando casamento. Nas entradas dos shoppings, por exemplo, há um quadro com as “regras” a serem seguidas. Usar roupas adequadas é uma delas.

 

  • Gasolina pura a R$ 2,02 o litro. Rodovias com 5 ou 3 pistas em cada lado. Iluminadas do início ao fim, inclusive. Sinalização em inglês e árabe. Asfalto, um tapete. Sem pedágio. A propósito, aluguei uma EcoSport automática por R$ 120,00 a diária com quilometragem livre, seguro total em caso de acidente ou roubo (kkkkkk).

 

  • Lixo pelo chão não existe. Cachorro é raro. Alguns gatos de rua eu encontrei. Cavalo não vi. Em compensação, existe até hospital para camelos. No deserto, existem muitos camelos e nos tours é possível dar uma volta no lombo deles.

 

  • Muitas obras por todos os lados. A cidade está num crescimento frenético. Aliás, existe projeto para construir o segundo mais alto edifício do mundo. O primeiro é o Burj Khalifa, com seus impressionantes 828 metros de altura, projetado em forma de Y.

 

  • Atividades para todos os gostos. Num dia você pode jantar num restaurante debaixo da água, no único hotel sete estrelas do mundo, e no outro você pode esquiar dentro de um shopping. Ou então, saltar de paraquedas em cima da Palm Jumeirah ou voar de balão no deserto. Quem sabe, enquanto faz compras no maior shopping do mundo, com 1.200 lojas, você faz uma pausa e vai conhecer o aquário que tem dentro dele ou de repente, patinar no gelo. Tudo isso no Mall of the Emirates.

 

Depois de ter tido uma das melhores férias da sua vida, chega a hora de partir para a casinha, que fica no interior do Paraná. Você reencontra sua família, dorme na sua cama confortável, dirige seu carro automático, afofa seu cachorro, fuma um shisha, acende umas essências para deixar sua casa com o cheiro das ruas de Dubai e no dia seguinte acorda deprimido. Isso porquê nem comentei sobre as Ilhas Maldivas (ainda).

Fim.

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Dubai vista do observatório do Burj Khalifa, no 142° andar.

Gastronomia em Ciudad del Este

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Acreditem ou não, é possível comer bem em Ciudad del Este, no Paraguai. Não precisa passar o dia com Pringles e Coca-Cola! Vou listar aqui algumas opções de restaurantes que acabei conhecendo nas últimas “camelagens”.

  • SAX Palace: gastronomia francesa, italiana, árabe e japonesa em um só lugar. De longe, o melhor. Fica no 12º andar da SAX, a maior loja de luxo do Paraguai, segundo o próprio site. Informações aqui.
  • Jesuitas Plaza: é um shopping a céu aberto, estilo americano, com lojas, restaurantes, bares e cinema. Frequentado principalmente por paraguaios, pois nós ainda não descobrimos! Fica há 8 km da Ponte da Amizade e tem o famoso  restaurante americano T.G.I. Friday’s. Informações aqui.
  • Bistrot e Café Monalisa: dentro da loja de departamentos Monalisa. Informações aqui.

Fora estes também tem Pizza Hut, Subway, Mc Donald’s e alguns restaurantes orientais escondidos pelas ruazinhas de Ciudad del Este. É só garimpar!

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SAX Palace

Ciudad del Este de carro: é possível?

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Não é somente possível como foi eleita (por mim e pela Débora, minha “best” kkk) a melhor opção de transporte para o paraíso das compras na fronteira. Aquele terror que te colocam na cabeça quando você menciona ir para Ciudad del Este, aqui na fronteira com Foz do Iguaçu/PR, não passa de uma grande inverdade.

Motoristas desatentos existe em qualquer lugar do mundo, inclusive na sua cidade, caro leitor, seja você de São Paulo ou Fernando de Noronha. E em Ciudad del Este haverá motoristas igualmente assim, incluindo nós, os brasileiros, e los hermanos argentinos. O trânsito de motos e pedestres é uma loucura e sim, você deverá ficar mais atento pois eles aparecem de todos os lados. Um adendo é que às vezes a preferencial na rotatória é respeitada, noutras não.

Aquela procissão de turistas e sacolas só é vista no entorno da Ponte da Amizade, que separa Brasil e Paraguai. Porém, existe uma cidade de 400 mil habitantes fora do “centro comercial” que conhecemos. Há avenidas largas, lagos, muitos bosques e parques, bancos, lojas, escolas, supermercados, postos de combustíveis, hotéis, hospitais e tudo o que você não imagina, pois nunca pensou em sair da muvuca.

No último feriado de 7 de setembro, viajei pra lá. Inclusive fiquei hospedada num hotel topzera, como diria minha irmã, e jurupurdeus nunca mais me hospedarei em Foz do Iguaçu. Motivo: segurança (oi?), custo-benefício, facilidade de ir-e-vir. Assunto para o próximo post.

Alguns estacionamento são gratuitos. Por exemplo, o do Shopping Paris e o do Shopping del Este. Este último na realidade não cobra nada caso você gaste no mínimo USD 50,00 em compras. Quem não gasta né? Entretanto, um é ao lado do outro. Fazíamos assim: o carro ficava estacionado no Shopping Paris e a medida que íamos comprando, colocávamos dentro do porta-malas pra não precisar ficar carregando sacolas.

Num determinado dia acabamos deixando o carro na rua, em frente à loja Monalisa, pois o movimento estava gigante e já tínhamos ficado 1 hora paradas na fila. Fila esta para atravessar a ponte de volta ao Brasil. E gente, o carro estava exatamente no mesmo lugar quando voltamos, umas 6 horas depois. Com todos os pneus e sem nenhum risco na lataria. RISOS. Acreditem ou não, Ciudad del Este não é esse terror que ouvimos por aí não!

Entrar e sair de lá, circular pela cidade, é muito fácil. É de longe muito melhor sinalizada do que Ponta Grossa, minha cidade natal aqui no PR. Uma coisa engraçada é que na mesma placa você vai ver “Biblioteca/Catedral/Cassino”. Sim, há vários por lá, pois diferente do Brasil, jogos de azar não são proibidos. Não é nenhuma Las Vegas, mas dá pra dar boas risadas, ganhar uns trocados e sair cheirando à cigarro!

Em outras viagens, optei por ônibus (aquele circular) e táxi justamente pelo medo de entrar de carro naquela bagunça. Mas não existe facilidade maior e melhor do que ir com o próprio veículo. O máximo que você terá que fazer é um adicional do seu seguro para cobrir eventuais danos no exterior e uma boa dose de paciência no trânsito. No mais, é só curtir e explorar o que Ciudad del Este oferece! Há muito mais do que compras! Vai por mim!

 

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Imagem: Google

 

Passeios em San Andrés

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Demorei apenas 05 meses para dar continuação nos posts de San Andrés mas antes tarde do que mais tarde ainda ou nunca, né? Então vou contar pra vocês os passeios que eu fiz. Só não vou colocar valores pois infelizmente não anotei na hora e hoje já não lembro mais. Vai lá!

  • Passeio de barco: no hotel que fiquei, o GHL Relax Sunrise, havia uma barraquinha que vendia passeios náuticos. O passeio de barco partia do píer do hotel e era para um pequeno grupo de até 6 pessoas. Incluía 3 paradas para banho, sendo que numa delas é possível observar arraias e estrelas do mar. Valeu a pena pois era um grupo pequeno e as paradas para banho eram de, no mínimo, 30 minutos. Numa das paradas, acabei dando uma volta (com muita emoção) na garupa do jet ski de um colombiano. E assim matei a vontade de passear de jet naquele mar verde claro transparente. Na praia do centro e também no hotel é possível alugar o equipamento.
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Piscina? Não. É o mar de San Andrés mesmo, sem filtro inclusive.

  • Acuario e Jhonny Cay: como já comentei aqui, comprei o ingresso na cooperativa de barqueiros, uma casinha amarela no calçadão da praia central. Fiz o combo Acuario + Jhonny Cay e sai mais em conta do que comprar separado. A saída tem horário marcado e é geralmente cedo, por volta das 8:00h. É só você chegar na cooperativa e logo irão te dar as coordenadas. O mesmo barco que te leva ao Acuario será o mesmo o dia inteiro, então memorize bem a cara do guia. No meu caso era uma cópia do Bob Marley. rs. Primeiro vamos ao acuario que nada mais é que um banco de corais no meio do mar. Não esqueça snorkel, sapatilha, GoPro. Achei bem tumultuado o local e me pareceu meio que uma armadilha pega-turista. Enfim. Já que está na chuva, é pra se molhar. O “guarda-volumes” é uma pessoa que pendura sua mochila debaixo de um guarda-sol e fica ali “cuidando”. Pago, é claro. Tem um barzinho que vende bebidas e só. É como se fosse um banco de areia com um bar no meio. Dá pra ir caminhando pela água mesmo (ou usando pedalinhos) até uma ilhazinha chamada Haines Cay, porém às vezes a água está na altura do peito, e se você tiver pertences nas mãos que não possam ser molhados, ou você aluga um pedalinho para esta travessia de, no máximo, 50 metros ou põe as coisas na cabeça. Haines Cay seria linda se não fosse a quantia de lixo depositada nela. Latinhas de alumínio é o que você mais vê jogado por lá. Judiação, é um paraíso aquele lugar! Bom, no horário marcado, você volta pro barco e eles te levam para Jhonny Cay. O mar é bem agitado e a viagem é pura emoção. Eu como boa brasileira, gritava bem louca cada vez que o fundo do barco batia no mar e jorrava água pra todo lado. Não de medo mas de emoção, “adrena” na veia, gente! A descida em Jhonny é feita na areia, não tem píer. O barco atraca na beira da praia e “se joga, amiga”.  Ali você tem tempo de sobra pra praticar “deboísmo”, seja na sombra de um coqueiro, no mar ou na areia. Tem alguns restaurantes na ilhota mas o menu é igual: arroz com coco, peixe, banana frita, salada. Típico PF. Bem razoável eu diria. Também tem banheiros e algumas tendinhas que vendem bebidas. Como o mar ali é um pouco agitado, é nervoso o embarque nos barcos rumo à San Andrés no final da tarde. As ondas são fortes demais e os barcos são levados pelo mar enquanto as pessoas tentam subir. O jeito é encarar e ficar atento ao horário pra não perder o transporte de volta. No mínimo, será um passeio divertido e que renderá fotos maravilhosas.
  • passeio de mula em volta da ilha: já contei aqui.

Além destes passeios, tem também mergulho com cilindro, parasail (que não fiz porque não reservei antes e é super concorrido) entre outros. Informe-se com seu hotel ou então nas agências de receptivos que tem pela ilha. Eu preferi ficar de “buenas” naquela semana, sem me preocupar com despertador. Foi uma viagem bem relax mesmo.

 

Bagagem de mão

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Você já se perguntou por quê as pessoas fazem fila no embarque sendo que têm assento marcado nos aviões? Você já deixou para entrar por último e não encontrou espaço disponível para sua bagagem de mão acima do seu assento? Você já reparou na quantidade de bagagem de mão que as pessoas carregam nas viagens aéreas?

Eu sempre reparo no tamanho das bagagens de mão e inclusive já excedi o peso permitido, não só uma mas várias vezes. Eu quero um mundo melhor, um país sem corrupção mas juro por Deus que ao menos uma vez na vida você também resvalou nas regras.

Não sei você mas eu reservo, quando possível, os assentos mais próximos da porta pelo simples fato de poder sair logo da aeronave, evitando assim tumultos. Sei também que a mala irá demorar uma eternidade para aparecer na esteira. Aprendi que mesmo que seu assento esteja marcado, vá na fila de embarque.

Na última viagem presenciei uma discussão dentro da aeronave entre passageiro e comissária. O cidadão reservou o assento X e não havia espaço para a sua bagagem no compartimento próximo de sua poltrona. Eu não disse nem acima, era próximo mesmo. De um lado o passageiro bravo porque não havia lugar, de outro a comissária (muito da mal educada por sinal) dizendo que a companhia não tinha nada a ver com aquilo e que a única solução era despachar a bagagem.

Na ocasião, tinha passageiro carregando chapéu mexicano (dos grandes!), terno, vestido de noiva, blusas, mochilas, bolsas, brinquedos de bebê, cachorro (é permitido animais de estimação de até 5 kg viajarem na cabine com os passageiros).

Os ânimos ficaram alvoroçados até que um passageiro cedeu espaço, tirando sua bagagem de cima e colocando embaixo do assento. Outro intrometeu-se no meio dizendo que a companhia era sim responsável. Acho que ele era aDEvogado. Na frente, um outro comissário falando a um passageiro que os compartimentos de bagagem foram projetados para suportar X quilos e não tamanha carga que as pessoas carregavam ultimamente. E no meio disso tudo, eu, com o ouvido esticado de ambos os lados para não perder nada. Brasileiro gosta de um fervo, não é?

Eu me pergunto: a companhia deve pesar a bagagem de mão no check in e ali mesmo barrar os excessos ou o passageiro deve ter consciência do peso permitido e carregar somente o necessário, pensando no bem-estar coletivo?

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Imagem: Google Imagens