Gastronomia em Ciudad del Este

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Acreditem ou não, é possível comer bem em Ciudad del Este, no Paraguai. Não precisa passar o dia com Pringles e Coca-Cola! Vou listar aqui algumas opções de restaurantes que acabei conhecendo nas últimas “camelagens”.

  • SAX Palace: gastronomia francesa, italiana, árabe e japonesa em um só lugar. De longe, o melhor. Fica no 12º andar da SAX, a maior loja de luxo do Paraguai, segundo o próprio site. Informações aqui.
  • Jesuitas Plaza: é um shopping a céu aberto, estilo americano, com lojas, restaurantes, bares e cinema. Frequentado principalmente por paraguaios, pois nós ainda não descobrimos! Fica há 8 km da Ponte da Amizade e tem o famoso  restaurante americano T.G.I. Friday’s. Informações aqui.
  • Bistrot e Café Monalisa: dentro da loja de departamentos Monalisa. Informações aqui.

Fora estes também tem Pizza Hut, Subway, Mc Donald’s e alguns restaurantes orientais escondidos pelas ruazinhas de Ciudad del Este. É só garimpar!

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SAX Palace

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Ciudad del Este de carro: é possível?

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Não é somente possível como foi eleita (por mim e pela Débora, minha “best” kkk) a melhor opção de transporte para o paraíso das compras na fronteira. Aquele terror que te colocam na cabeça quando você menciona ir para Ciudad del Este, aqui na fronteira com Foz do Iguaçu/PR, não passa de uma grande inverdade.

Motoristas desatentos existe em qualquer lugar do mundo, inclusive na sua cidade, caro leitor, seja você de São Paulo ou Fernando de Noronha. E em Ciudad del Este haverá motoristas igualmente assim, incluindo nós, os brasileiros, e los hermanos argentinos. O trânsito de motos e pedestres é uma loucura e sim, você deverá ficar mais atento pois eles aparecem de todos os lados. Um adendo é que às vezes a preferencial na rotatória é respeitada, noutras não.

Aquela procissão de turistas e sacolas só é vista no entorno da Ponte da Amizade, que separa Brasil e Paraguai. Porém, existe uma cidade de 400 mil habitantes fora do “centro comercial” que conhecemos. Há avenidas largas, lagos, muitos bosques e parques, bancos, lojas, escolas, supermercados, postos de combustíveis, hotéis, hospitais e tudo o que você não imagina, pois nunca pensou em sair da muvuca.

No último feriado de 7 de setembro, viajei pra lá. Inclusive fiquei hospedada num hotel topzera, como diria minha irmã, e jurupurdeus nunca mais me hospedarei em Foz do Iguaçu. Motivo: segurança (oi?), custo-benefício, facilidade de ir-e-vir. Assunto para o próximo post.

Alguns estacionamento são gratuitos. Por exemplo, o do Shopping Paris e o do Shopping del Este. Este último na realidade não cobra nada caso você gaste no mínimo USD 50,00 em compras. Quem não gasta né? Entretanto, um é ao lado do outro. Fazíamos assim: o carro ficava estacionado no Shopping Paris e a medida que íamos comprando, colocávamos dentro do porta-malas pra não precisar ficar carregando sacolas.

Num determinado dia acabamos deixando o carro na rua, em frente à loja Monalisa, pois o movimento estava gigante e já tínhamos ficado 1 hora paradas na fila. Fila esta para atravessar a ponte de volta ao Brasil. E gente, o carro estava exatamente no mesmo lugar quando voltamos, umas 6 horas depois. Com todos os pneus e sem nenhum risco na lataria. RISOS. Acreditem ou não, Ciudad del Este não é esse terror que ouvimos por aí não!

Entrar e sair de lá, circular pela cidade, é muito fácil. É de longe muito melhor sinalizada do que Ponta Grossa, minha cidade natal aqui no PR. Uma coisa engraçada é que na mesma placa você vai ver “Biblioteca/Catedral/Cassino”. Sim, há vários por lá, pois diferente do Brasil, jogos de azar não são proibidos. Não é nenhuma Las Vegas, mas dá pra dar boas risadas, ganhar uns trocados e sair cheirando à cigarro!

Em outras viagens, optei por ônibus (aquele circular) e táxi justamente pelo medo de entrar de carro naquela bagunça. Mas não existe facilidade maior e melhor do que ir com o próprio veículo. O máximo que você terá que fazer é um adicional do seu seguro para cobrir eventuais danos no exterior e uma boa dose de paciência no trânsito. No mais, é só curtir e explorar o que Ciudad del Este oferece! Há muito mais do que compras! Vai por mim!

 

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Imagem: Google

 

Passeios em San Andrés

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Demorei apenas 05 meses para dar continuação nos posts de San Andrés mas antes tarde do que mais tarde ainda ou nunca, né? Então vou contar pra vocês os passeios que eu fiz. Só não vou colocar valores pois infelizmente não anotei na hora e hoje já não lembro mais. Vai lá!

  • Passeio de barco: no hotel que fiquei, o GHL Relax Sunrise, havia uma barraquinha que vendia passeios náuticos. O passeio de barco partia do píer do hotel e era para um pequeno grupo de até 6 pessoas. Incluía 3 paradas para banho, sendo que numa delas é possível observar arraias e estrelas do mar. Valeu a pena pois era um grupo pequeno e as paradas para banho eram de, no mínimo, 30 minutos. Numa das paradas, acabei dando uma volta (com muita emoção) na garupa do jet ski de um colombiano. E assim matei a vontade de passear de jet naquele mar verde claro transparente. Na praia do centro e também no hotel é possível alugar o equipamento.
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Piscina? Não. É o mar de San Andrés mesmo, sem filtro inclusive.

  • Acuario e Jhonny Cay: como já comentei aqui, comprei o ingresso na cooperativa de barqueiros, uma casinha amarela no calçadão da praia central. Fiz o combo Acuario + Jhonny Cay e sai mais em conta do que comprar separado. A saída tem horário marcado e é geralmente cedo, por volta das 8:00h. É só você chegar na cooperativa e logo irão te dar as coordenadas. O mesmo barco que te leva ao Acuario será o mesmo o dia inteiro, então memorize bem a cara do guia. No meu caso era uma cópia do Bob Marley. rs. Primeiro vamos ao acuario que nada mais é que um banco de corais no meio do mar. Não esqueça snorkel, sapatilha, GoPro. Achei bem tumultuado o local e me pareceu meio que uma armadilha pega-turista. Enfim. Já que está na chuva, é pra se molhar. O “guarda-volumes” é uma pessoa que pendura sua mochila debaixo de um guarda-sol e fica ali “cuidando”. Pago, é claro. Tem um barzinho que vende bebidas e só. É como se fosse um banco de areia com um bar no meio. Dá pra ir caminhando pela água mesmo (ou usando pedalinhos) até uma ilhazinha chamada Haines Cay, porém às vezes a água está na altura do peito, e se você tiver pertences nas mãos que não possam ser molhados, ou você aluga um pedalinho para esta travessia de, no máximo, 50 metros ou põe as coisas na cabeça. Haines Cay seria linda se não fosse a quantia de lixo depositada nela. Latinhas de alumínio é o que você mais vê jogado por lá. Judiação, é um paraíso aquele lugar! Bom, no horário marcado, você volta pro barco e eles te levam para Jhonny Cay. O mar é bem agitado e a viagem é pura emoção. Eu como boa brasileira, gritava bem louca cada vez que o fundo do barco batia no mar e jorrava água pra todo lado. Não de medo mas de emoção, “adrena” na veia, gente! A descida em Jhonny é feita na areia, não tem píer. O barco atraca na beira da praia e “se joga, amiga”.  Ali você tem tempo de sobra pra praticar “deboísmo”, seja na sombra de um coqueiro, no mar ou na areia. Tem alguns restaurantes na ilhota mas o menu é igual: arroz com coco, peixe, banana frita, salada. Típico PF. Bem razoável eu diria. Também tem banheiros e algumas tendinhas que vendem bebidas. Como o mar ali é um pouco agitado, é nervoso o embarque nos barcos rumo à San Andrés no final da tarde. As ondas são fortes demais e os barcos são levados pelo mar enquanto as pessoas tentam subir. O jeito é encarar e ficar atento ao horário pra não perder o transporte de volta. No mínimo, será um passeio divertido e que renderá fotos maravilhosas.
  • passeio de mula em volta da ilha: já contei aqui.

Além destes passeios, tem também mergulho com cilindro, parasail (que não fiz porque não reservei antes e é super concorrido) entre outros. Informe-se com seu hotel ou então nas agências de receptivos que tem pela ilha. Eu preferi ficar de “buenas” naquela semana, sem me preocupar com despertador. Foi uma viagem bem relax mesmo.

 

Bagagem de mão

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Você já se perguntou por quê as pessoas fazem fila no embarque sendo que têm assento marcado nos aviões? Você já deixou para entrar por último e não encontrou espaço disponível para sua bagagem de mão acima do seu assento? Você já reparou na quantidade de bagagem de mão que as pessoas carregam nas viagens aéreas?

Eu sempre reparo no tamanho das bagagens de mão e inclusive já excedi o peso permitido, não só uma mas várias vezes. Eu quero um mundo melhor, um país sem corrupção mas juro por Deus que ao menos uma vez na vida você também resvalou nas regras.

Não sei você mas eu reservo, quando possível, os assentos mais próximos da porta pelo simples fato de poder sair logo da aeronave, evitando assim tumultos. Sei também que a mala irá demorar uma eternidade para aparecer na esteira. Aprendi que mesmo que seu assento esteja marcado, vá na fila de embarque.

Na última viagem presenciei uma discussão dentro da aeronave entre passageiro e comissária. O cidadão reservou o assento X e não havia espaço para a sua bagagem no compartimento próximo de sua poltrona. Eu não disse nem acima, era próximo mesmo. De um lado o passageiro bravo porque não havia lugar, de outro a comissária (muito da mal educada por sinal) dizendo que a companhia não tinha nada a ver com aquilo e que a única solução era despachar a bagagem.

Na ocasião, tinha passageiro carregando chapéu mexicano (dos grandes!), terno, vestido de noiva, blusas, mochilas, bolsas, brinquedos de bebê, cachorro (é permitido animais de estimação de até 5 kg viajarem na cabine com os passageiros).

Os ânimos ficaram alvoroçados até que um passageiro cedeu espaço, tirando sua bagagem de cima e colocando embaixo do assento. Outro intrometeu-se no meio dizendo que a companhia era sim responsável. Acho que ele era aDEvogado. Na frente, um outro comissário falando a um passageiro que os compartimentos de bagagem foram projetados para suportar X quilos e não tamanha carga que as pessoas carregavam ultimamente. E no meio disso tudo, eu, com o ouvido esticado de ambos os lados para não perder nada. Brasileiro gosta de um fervo, não é?

Eu me pergunto: a companhia deve pesar a bagagem de mão no check in e ali mesmo barrar os excessos ou o passageiro deve ter consciência do peso permitido e carregar somente o necessário, pensando no bem-estar coletivo?

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Imagem: Google Imagens

Hospedagem em San Andrés: GHL Relax Sunrise Hotel

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Você reserva um hotel por preço? Localização? Pensão completa? Categoria? Comodidades? Água quente no chuveiro? Em San Andrés, na Colômbia, não é nada comum os hotéis e pousadas terem água quente nos chuveiros. Então se você não é fã de banho frio é bom deixar de lado localização, preço e outras vantagens e escolher o que tiver água quente. E é claro, a diária será mais salgadinha por conta deste “mimo”.

Eu até não ligo para esta comodidade, visto que na ilha é sempre muito quente, mas como minha companheira de viagem não curte banho frio, nos hospedamos no GHL Relax Hotel Sunrise, no centro da ilha, em frente ao mar.

Realizamos o check-in à 1:00h da madrugada pois o voo de Bogotá chegou depois da meia-noite. Foi um pouco lento o processo na nossa opinião, mas pode ser que de tanto cansaço da viagem, não víamos a hora de dormir. Não houve pré-pagamento na reserva e por isso tivemos que pagar no check-in.

Nos 7 dias que ficamos hospedadas, o café da manhã foi o mesmo, variando alguns itens da culinária colombiana. Tinha sempre 3 tipos de frutas (melancia, abacaxi, melão ou mamão) e 3 tipos de sucos naturais (laranja, cenoura e graviola). Pão de forma e pão integral. Geléia de uva, manteiga sem sal. Café, leite e Milo (o “Nescau” deles). Queijo e presunto. Ovos mexidos e omelete feito na hora. Pães doces do tipo brioche. Cereal e iogurte. Não tem bolo nem bolacha (ou biscoito). Porém havia comidas típicas: calentado (arroz com carne desfiada), morcilla, yuca frita (mandioca), empanadas de carne. Da cultura americana tinha pancakes. Pra mim estava ótimo! Amo pão com ovo, então me esbaldei naquela semana.

O hotel possui uma área de lazer com piscina sobre o mar e praia privativa, sendo a piscina com água doce. Parece meio óbvio escrever que a piscina é de água doce mas como ela fica num deck sobre o mar, achei até que poderia ser água salgada. A prainha do hotel é bem pequena, sem ondas e conta com uma pequena faixa de areia. Não tem guarda-sol e sim umas tendinhas que cabe duas pessoas. Tem também espreguiçadeiras e cadeiras de plástico. Há serviço de praia com drinks e comidas.

Junto dali existe uma tenda que vende passeios náuticos aos hóspedes como: aluguel de jet ski, aluguel de flyboard, passeio de lancha, mergulho com cilindro e parasail. Comprei um passeio de lancha com eles por COP 60.000,00 (ou R$ 90,00) que incluía 3 paradas para snorkel, sendo uma nas mantarrayas. O passeio durou aproximadamente 2 horas, em uma lancha grande porém só haviam 7 turistas. Numa das paradas para mergulho, dei 1 volta de jet ski por COP 10.000,00 (R$ 15,00).

O hotel também tem um spa, espaço kids, loja de conveniências, bar e discoteca. Afff discoteca é muito anos 80 né, mas tem uma no primeiro andar. Dei uma olhada mas a música não me convenceu, então fui dormir (véia feelings). Uma noite teve música ao vivo no hall com músicas regionais. Na outra teve um luau na prainha com muito reggae e luzes coloridas. As festinhas sempre terminavam por volta das 22:30h para que os hóspedes pudessem dormir tranquilamente. Ah, importante ressaltar que todos os apartamentos tem vista para o mar. E que mar, gente!

room service 24 horas, almoço e jantar mas não utilizei nenhum destes serviços. O apartamento é arrumado todos os dias desde que você pendure pra fora da porta o aviso de arrumar. As toalhas são trocadas desde que estejam no chão. Há um apelo para que você desligue as luzes e o ar condicionado quando não estiver no quarto. Acho justo colaborar, por mais calor que esteja lá fora e você queira um quarto geladinho ao chegar.

Valor da diária em apartamento duplo com café da manhã em março/2017: R$ 440,00. Há hospedagens mais em conta na ilha sim, como pousadas domiciliares, porém como citado acima, nem sempre com água quente. Fiz a reserva pelo Booking.com, aliás é sempre nele que eu reservo. Nunca tive problemas com eles. É um site muito confiável e você pode reservar hospedagens no mundo inteiro.

Mais informações aqui.

San Andrés: dando a volta na ilha de mula

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Dar a volta na ilha de mula. Quem é o doido que teve essa ideia? Passar horas torrando no sol, no lombo de uma mula? Você pode alugá-las em vários locais na ilha, e tem opção para 2 ou mais pessoas em uma mesma mula. E nem precisa ficar no sol pois elas tem uma cobertura. Interessante, não? O aluguel da mula para 2 pessoas custa em torno de COP 130.000,00 (R$ 191,00 na cotação de março/2017) válido para 1 dia inteiro (devolução às 18:00h). Vale a pena pesquisar e dar uma chorada no valor do aluguel! A oferta é muito grande.

Bem, eis aqui a mula que aluguei em San Andrés!

Mula

Mula

Elas são movidas à gasolina e são mais rápidas em comparação aos carrinhos de golf, que também estão disponíveis para locação com custo mais baixo. Não perguntei o valor do aluguel pois estava interessada mesmo era na mula. risos.

Para alugar não é preciso nem carteira de habilitação. Só pediram o nome do  hotel que estava hospedada e o número do quarto. Nem documento pediram. Existe um contrato simples (que diz por exemplo que o custo será todo seu em caso de acidente) e o pagamento é feito no momento da locação. O locador te ensina os comandos básicos e voilá, tacale pau nesta mula, Marcos!

A ilha tem uma rodovia (de asfalto mesmo!) que a circula, margeando o mar. Não precisa de mapa. É só você não sair da beira-mar. Saí por volta das 11h da manhã e pontualmente às 18h estava estacionando a mula pra devolver. Deu tempo de sobra pra fazer os 30 km.

Mapa de San Andrés

Comecei parando na praia do centro, por alguns minutos, só para me localizar e ter certeza que o mar que vi no Google era o mesmo que estava lá, afinal eu havia chegado naquela madrugada e não tinha visto a água ainda.

Praia do centro e Ilha Johnny Cay

Praia do centro e Ilha Johnny Cay

Segunda parada: letreiro I LOVE SAN ANDRÉS que fica no calçadão bem na cabeceira do aeroporto. Ali dá pra tomar banho pois é vazio, só tem barquinhos atracados e algas, muitas algas secas, na areia. Se você for perto do meio-dia, dá pra se assustar com as turbinas bem acima da sua cabeça, pois é ali que os aviões decolam.

Letreiro

(Um parênteses aqui: li no jornal semanal da ilha que os deputados estavam preocupadíssimos com os milhões de pesos colombianos que foram gastos com o letreiro I LOVE SAN ANDRÉS em vez em usarem a grana para sanar outras necessidades da população. Isso pra você ter ideia do tipo de notícias que circulam por lá. Aliás, só li 2 notícias policiais que ocorreram naquela semana.)

Terceira parada: La Piscinita. É um poço de mergulho com milhares de peixes coloridos. Imprescindível sapatilha de neoprene com sola de borracha + snorkel. Há chalecos (coletes salva-vidas) para alugar por COP 5.000,00 (R$ 7,50 na cotação de março/2017). A descida e subida na água é feita por uma espécie de degraus encrustados num paredão de pedra. Tinha uma corda também para ajudar a subir. Você pode ficar quantas horas quiser pagando COP 2.000,00 (ou R$ 3,00). Tem uma tendinha que vende drinks ao som de Bob Marley. Aliás, o que mais toca na ilha são músicas jamaicanas e caribenhas em geral.

La Piscinita

Quarta parada: almoço em West View. Aqui comi o peixe mais saboroso de todos que experimentei na ilha. O prato era bem simples: arroz de coco (é raro arroz branco), salada, mandioca frita (quando não é mandioca, é patacones – banana) e peixe grelhado, temperado com alho e limão. Não esqueço daquele tempero! Ali em frente do restaurante tem outro ponto de mergulho com snorkel, além de toboágua e trampolim. Paga-se COP 4.000,00 (R$ 6,00) para entrar e você ganha 1 pedaço de pão velho para dar aos peixes.

Almoço típico

Quinta parada: Playa de San Luis. Foi somente uma parada fotográfica mesmo. Você pode deixar a mula estacionada com chave e tudo, em qualquer lugar, para tomar um banho de mar.

Playa de San Luis

Sexta parada: devolução da mula e uma engrupida de COP 20.000,00 (R$ 30,00) para encher o tanque. No contrato não havia nada sobre devolver com o tanque cheio. Tentei argumentar mas o meu portunhol não ajudou, então perdi 20 contos. Aqui fica um alerta pra você, futuro turista em San Andrés: fique esperto.

Esta volta na ilha é muito legal porque você sai do centro turístico que é o norte da ilha. As praias são quase intocáveis e há pouco movimento de turistas na região sul. O mar vai ficando azul escuro por conta das pedras. Venta bastante e é importante que você segure o chapéu ou boné quando estiver na mula.

Há alguns hotéis e pousadas na região sul e algumas escolas de mergulho. Restaurantes são poucos. Como citei, a região norte que é a mais habitada e movimentada. Na beira da estrada há muito lixo. Vi garrafas, latas, embalagens e até sofá e TV. É lamentável que a população tenha esse tipo de atitude, mas como escrevi no primeiro post, acredito que estes são os que não tem condições financeiras para arcar com a taxa do lixo, porém isso não é motivo para sair abandonando lixo em qualquer lugar.

Ilha de San Andrés, Colômbia

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A Ilha de San Andrés localiza-se no Mar do Caribe, há 2 horas de voo da capital, Bogotá. É mais próxima da Nicarágua e Costa Rica do que da costa colombiana propriamente dita. Faz parte do Arquipélago de San Andrés juntamente com outras duas ilhas, chamadas Providencia e Santa Catalina. San Andrés possui uma área de 26 km2 e 90 mil habitantes. Pra você ter ideia, Fernando de Noronha, no Brasil, possui os mesmos 26 km2 e somente 3 mil habitantes (de acordo com o Censo de 2010).

A ilha possui aeroporto internacional, que recebe os voos vindos de Bogotá e conecta às demais ilhas da região. A Ilha de Providencia, por exemplo, possui aeroporto porém é possível chegar lá também em catamarã a partir de San Andrés. O aeroporto é bem pequeno e as aeronaves parecem passar raspando suas asas nos jardim das casas.

Se você está programando ir a San Andrés é recomendável saber que:

  • para entrar no arquipélago é obrigatório o pagamento da taxa de turismo, que não está inclusa na sua passagem aérea. Descobri isso no portão de embarque e precisei desembolsar COP 50.000,00, que podem ser pagos em dinheiro ou cartão, ali mesmo para a funcionária da companhia.
  • água quente no chuveiro é luxo. Certifique-se se o hotel possui esta “regalia” antes de fazer a reserva. E é óbvio que você irá pagar mais caro por um banho quente incluso.
  • o norte da ilha (onde fica o aeroporto) é a região mais habitada, onde você encontra a zona comercial/hoteleira e também ponto de partida dos barcos para Johnny Cay e Acuario.
  • o meio de transporte mais utilizado pelos moradores são motos e pelos turistas são carrinhos de golf e mulas. As mulas são veículos motorizados, à gasolina, que comportam 2 ou mais pessoas, sendo mais rápidos que os carrinhos de golf. Não é necessário possuir carteira de habilitação internacional para dirigí-la. Há muitos locais que fazem a locação, então é bom dar uma pesquisada no preço. Eu paguei COP 130.000,00 (equivalente a R$ 190,00 em 11/03/2017) para 1 dia inteiro numa mula para 2 pessoas. Não tem marchas nem retrovisor, é só acelerar e “tácale pau nesse carrinho, Marcos”. As leis de trânsito não são beeeem obedecidas. Não se usa capacete e não tem limite de pessoas e/ou animais em cima da moto. Não se respeita faixa de pedestres (com raríssimas exceções) e você dirige do jeito que quiser: no meio da rua, do lado esquerdo, direito…
  • os nativos buzinam muito e o tempo todo. Como nas mulas não tem retrovisor e normalmente são turistas que estão pilotando, os motociclistas buzinam antes de ultrapassar. Assim você já fica esperto que vem alguém atrás.
  • a ilha é duty free mas não se iluda. Isso não significa que você irá encontrar boas ofertas. Além do limite de bagagem permitido ser somente de 23 kg por passageiro, os preços não compensam, dependendo do produto. Tem muitas lojas vendendo produtos xing ling. As recomendáveis são Classic, Presidente, Madeira e Riviera. Desconfie dos preços muito baixos especialmente quando te oferecem perfumes.
  • falando em limite de bagagem, a LATAM é muito rigorosa (ao menos no aeroporto da ilha) neste quesito. Para cada quilo excedido, é cobrado US$ 12,00 (doze dólares, você leu certo!) que devem ser pagos na hora do check-in, em dinheiro ou cartão, sem choro nem vela. Eu tive que desembolsar US$ 48,00 por míseros 4 kg.
  • não leve muita roupa. Você vai passar o dia usando biquíni/maiô/sunga. Seja econômico com o tamanho da sua bagagem se a intenção é fazer compras por lá ou nas várias lojas duty free do Aeroporto El Dorado em Bogotá.
  • na ilha há vários restaurantes, inclusive alguns com menu em português. Fast-food somente Subway e El Corral (rede colombiana). Os pratos giram em torno de R$ 50,00 reais por pessoa (os mais simples). Já um prato de lagosta custa em torno de R$ 150,00. Vinho é muito caro, afinal são todos importados. Aproveite e beba bons Mojitos e Margaritas, e também Limonada de Coco ou Hierbabuena. São deliciosos!
  • reserve o passeio de parasail já no primeiro dia, pois existe somente uma empresa autorizada e é super concorrido. Eu não consegui fazer pois deixei para o último dia e não tinha mais vaga. Custa COP 160.000,00 por pessoa, o equivalente a R$ 230,00 (cotação de março/2017)
  • compre o ingresso para Johnny Cay e Acuario na cooperativa de barqueiros. É uma casinha amarela que fica na praia do centro. Os preços são mais baratos dos que te oferecem na rua.
  • Johnny Cay: é a ilha que fica em frente à praia do centro. Tem várias barraquinhas que vendem comida e bebida. Alguns dizem que não há nada pra fazer lá e que não vale a pena ir. Na minha opinião, nada mais relaxante do que estender uma canga aos pés de um coqueiro e admirar o mar de sete cores.
  • Acuario: é uma barreira de corais no meio do mar. Os nativos jogam ração ou pão e os peixes ficam alvoroçados em volta das pessoas. Tem muita gente e é altamente recomendável verificar o horário que você vai.
  • snorkel e sapatilha é indispensável em qualquer passeio em San Andrés. Se você não tem, pode comprar na ilha por preços mais acessíveis que no Brasil.
  • infra-estrutura não é o ponto forte. Há vários edifícios sendo construídos, mas os imóveis precisam de reformas. As ruas e calçadas estavam esburacadas, as fachadas de vidro das lojas estão sempre sujas devido à maresia (ou à falta de limpeza mesmo hahahaha), há muito lixo nas ruas e também na beira da rodovia que circula a ilha. Lixo é um problemão pra eles, pois paga-se uma taxa muito alta. O lixo orgânico é processado e jogado no mar e o lixo inorgânico é levado para o continente através de navios. Acredito que os que não tenham condições financeiras para pagar pela taxa acabam despejando o material em local indevido. Não quero crer que seja má educação da população. Afinal, elas moram em um paraíso e que se não for preservado, já sabemos o que acontece.
  • segurança: você pode curtir a praia e deixar sua sacola/chinelo na areia que estará ali na volta. Há policiamento nas ruas e andar à noite não é um problema, mesmo sozinha.
  • não há casa de câmbio oficial, somente bancos. Cartões de crédito e débito são bem aceitos na maioria dos estabelecimentos. Os preços são expressados em COP, pesos colombianos.

Acredito que o básico está aqui. No mais, divirta-se muito! Se você tem alguma dúvida, me escreva, talvez eu possa te ajudar!

Praia da Figueira – Bonito/MS

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Bonito tem praia? Tem sim. Na verdade uma grande lagoa de água doce, quentinha, cristalina e com milhares de peixes. A Praia da Figueira é um balneário que fica há 16 km do centro da cidade, trecho feito em estrada não pavimentada, às margens do Rio Formoso, que oferece uma ampla estrutura para passar o dia em família.

Há opções para os mais aventureiros, como a maior tirolesa de Bonito, e também para os que preferem descansar nas espreguiçadeiras na beira d’água, bangalôs ou nas redes sob a sombra de uma gigantesca figueira, que dá nome ao lugar.

Não há uma duração específica para este passeio. Eu indico que você passe o dia inteiro por lá, aproveitando todos os atrativos oferecidos. Pra quem não leu o post sobre turismo em Bonito, esta também é uma atração paga e que exige reserva prévia através de uma agência de viagens local. A entrada é permitida somente com voucher em mãos.

A propriedade conta com restaurante de culinária local (deliciosa por sinal!), quiosques dentro e fora d’água, com cadeiras e espreguiçadeiras, lanchonete, vestiários, banheiros, playground, mirante, bangalôs e redes para descanso, tirolesa, aluguel de caiaque e prancha para stand up paddle, wifi, pedalinhos, slack line, música ao vivo, quadra de vôlei de praia, bar e a praia propriamente dita, com areia inclusive. Ah, e claro espaço para eventos em geral.

Com tanto atrativo assim duvido que você não queira passar o dia na Praia da Figueira. Os peixes nadam junto com os turistas, que podem comprar saquinhos de ração diretamente no bar e alimentá-los praticamente na mão. É uma experiência e tanto, especialmente para as crianças.

Mais informações aqui.

Obs.: fotos estão SEM filtro.

Turismo em Bonito/MS

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Conheci a pacata cidade do interior do Mato Grosso do Sul, no ano de 1996. Naquela época, Bonito era desconhecido e nem sequer mencionavam a palavra turismo por lá. Não tinha a infra-estrutura de hoje, as coisas por lá eram muito precárias. Hotel nem ouvia-se falar. Eram pousadas muito pequenas que serviam os poucos viajantes que passavam pela estrada de terra. Os pontos turísticos estavam à deriva sem nenhum controle de visitação. Não havia cobrança de ingressos e podia acampar, fazer fogueira, levar plantas e alimentar animais. Tudo o que é proibido em áreas de conservação ambiental.

Os anos passaram, o ecoturismo cresceu, Bonito apareceu na mídia nacional e internacional. A cidade ganhou hotéis, restaurantes, lojas, redes de fast-food, farmácias, cafeterias, hospital e até aeroporto (a Azul voa pra lá). De acordo com o Ministério do Turismo, o estado do Mato Grosso do Sul destaca-se como destino de Natureza referência em Turismo de Aventura e Ecoturismo no Brasil.

Se você pretende escolher Bonito como destino das suas próximas férias tenha em mente que:

  • todos os passeios devem ser previamente agendados. Isso se deve ao fato de que todos os atrativos possuem capacidade máxima de carga por dia.
  • todos os atrativos são pagos. Sem exceção.
  • todos os atrativos ficam em áreas afastadas do centro da cidade, exceto o Balneário Municipal que fica localizado há 6 km de distância. Portanto, você vai precisar de veículo próprio/transfer para chegar até os locais. As estradas de terra são bem conservadas e muito bem sinalizadas. Não há perigo dirigir sozinho.
  • faz calor o ano todo porém nos meses de inverno, a temperatura da água dos rios tende a cair, tornando um empecilho se você não tolera água fria. Lembrando que a grande maioria dos receptivos alugam roupas de neoprene (e também câmeras subaquáticas).
  • é um destino exclusivamente ecológico. Se você tem medo de bicho, não gosta de mato, mosquito, calor, aventura e banho de rio, Bonito não é para você.

A maioria dos hotéis/pousadas possuem agências de receptivo próprias. Assim no momento da reserva da hospedagem, eles já te ofertarão os passeios, que inclusive têm valor tabelado. O que irá diferenciar uma agência da outra será o atendimento e o serviço prestado.

Eu e minha família fomos pra lá, de carro, no último Natal. Ficamos hospedados na Pousada Carandá e compramos os passeios com eles mesmos. Não utilizamos o serviço de transfer. Com o mapa da cidade em mãos, fomos com nosso próprio veículo até os atrativos. Nos atrativos sempre tem um centro de visitantes com banheiros, guarda-volume  e uma pequena lanchonete. Na chegada você é recebido pelos guias, entrega o voucher e recebe as instruções de como irá funcionar o passeio.

Alguns passeios são rápidos, em torno de 2h, como é o caso da Gruta do Lago Azul e a Gruta de São Miguel. Outros passeios podem durar de 4-6h como a Flutuação do Rio da Prata. Estes passeios podem ser comprados com ou sem almoço. Um dos passeios que fiz terminou às 16h e o almoço estava quentinho e muito saboroso num fogão a lenha. Meu medo era de que às 16h os pratos estivessem frios ou, o que é pior, só tivessem sobras de comida.

Sobre os passeios que envolvem água: no valor do passeio está incluso roupa de neoprene se o uso durante a atividade for obrigatório. Caso contrário, o aluguel é por conta do turista. Se você tiver sapatilha de neoprene e snorkel+máscara, leve a sua pois os equipamentos lá não são descartáveis. Se você não tem uma câmera subaquática, ou você aluga uma nos atrativos ou ficará refém dos fotógrafos (e pagará uma fortuna em um CD com fotos muitas vezes mal tiradas). Ah, nem todos os atrativos possuem serviço de fotografia.

Dica #1: não compre hospedagem com meia pensão. Na cidade há muitas opções de gastronomia. De Subway a espetinho de carne de jacaré ou pintado. Aproveite para conhecer a Casa do João no almoço ou jantar, escrever nas paredes (assunto para um próximo post) do Taboa Restaurante-Bar.

Dica #2: alguns turistas aproveitam a proximidade com o Paraguai para fazer compras na cidade de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã/MS, localizada há 246 km de Bonito. O Shopping China de PJC é o maior entre as filiais existentes em Ciudad Del Este e Salto Del Guairá.

Dica #3: use filtro solar (é sério!).

bonito

Fonte: Google Imagens

Estância Hidromineral Ouro Fino

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Toda vez que eu passava pela rodovia, voltando de Curitiba, eu via a placa indicando Ouro Fino. Sempre tive vontade de conhecer mas não sei porquê cargas d’água nunca fui. Até que a oportunidade de conhecer a estância hidromineral deu-se através de uma corrida de montanha (trail run) que me inscrevi, promovida pela Naventura Outdoor Experiences, realizada no dia 20/02/2017.

Lá fui eu. Era um sábado de verão, amanheceu, peguei a viola, botei na sacola e fui viajar, apetrechos no carro e #partiu Campo Largo. De Ponta Grossa sentido Curitiba, você entra à direita no viaduto da Caterpillar (já em Campo Largo), faz a esquerda na rotatória e segue reto toda vida. No caminho você passa por igrejas, cemitério, plantações, casas com bonitos jardins. Você verá apenas uma plaquinha de sinalização mas nessa altura falta bem pouco para chegar.

A estradinha da entrada da estância lembra muito a rodovia que liga Gramado a Canela no Rio Grande do Sul. É cheia de hortênsias de ambos os lados, que deve ficar linda na época da floração. Na portaria é cobrado o ingresso. Como eu era participante do evento, não paguei nada. Mas acompanhantes naquela ocasião pagaram R$ 10,00 cada um. O estacionamento era gratuito para corredores.

A estância, que possui uma área de 6 milhões de m2, fica junto com a fábrica onde é engarrafada a água mineral. O turista tem a disposição uma área de lazer com piscinas (que são de água mineral corrente e geladérrima), trilhas na mata, churrasqueiras e lindos jardins. É cobrada uma taxa para usar as churrasqueiras, que não está inclusa no valor do ingresso.

O lugar é ideal para um picnic/churrasco em família, pra descansar a mente e inclusive para fotografar um pré-wedding. Tenho certeza que rende fotos incríveis no meio da imensidão verde. Naquele sábado do evento, enquanto os loucos atletas corriam, equipes de apoio e famílias já se apossaram das churrasqueiras para preparar o rango.

Uma das piscinas tem toboágua e um salva-vidas. Há uma placa no local informando que a entrada na água deve se dar aos poucos, até que o corpo se acostume com a temperatura, a fim de evitar choque térmico. É realmente de trincar os ossos! A diversão naquele dia me rendeu uma semana de sinusite depois.

Mais informações aqui.