Souks de Dubai

Souks são os tradicionais mercados árabes, onde são comercializados todo tipo de mercadoria, desde tecidos, especiarias, animais, entre outros, onde o principal elemento é a barganha entre clientes e vendedores.

Dubai possui três souks: do ouro (Gold Souk), dos tecidos e das especiarias, localizados no bairro chamado Deira, o mais antigo da cidade, às margens do canal (Dubai Creek) onde turistas e locais atravessam de um lado a outro, em barcos de madeira conhecidos como “abra”.

Tirei um dia inteiro para conhecer Deira e os souks, pois diferente do lado moderno, este bairro possui muitas vielas, edifícios antigos, comércios de rua e é também onde você tem contato com moradores locais.

Mapa

Desci na estação de metrô Al Fahidi e fui caminhando com a ajuda do Google Maps até o souk dos tecidos (Textile Souk). Lá são vendidos sapatos típicos, bolsas, lenços e echarpes, artesanatos em geral. Não caia na tentação dos vendedores, que sabendo que você é turista, irão insistentemente falar algo como “sinta a maciez deste tecido”, mostrando a você lindos lenços. Se você esticar a mão, um abraço. Os brimos te puxam pra dentro da “lujinha” e com muita lábia fazem você comprar alguma coisa. Alguns até arriscam a falar “Brasil caro. Dubai bom, bonito e barato”.

Atravesse o canal a bordo do “abra“, um barco de madeira utilizado para transporte de pessoas e mercadorias. A passagem custa AED 1,00 (AED = dirhams) e você paga direto para o piloto, que no meu caso era um indiano com um bigode farto no rosto.

Há sinalização em inglês para o spice souk market, o mercado das especiarias. Ou então siga os turistas, que com certeza estarão indo para o mesmo local. A oferta é imensa, mas aqui vai uma dica: não compre especiarias no souk. Compre em supermercados, que além de ser muito mais barato, a oferta é ainda maior. Eu sei que a tentação é grande, e eu digo isso porque só depois de ter deixado uma pequena fortuninha por um punhado de erva, é que descobri o supermercado. Tem um Carrefour imenso no Mall Of The Emirates. #fikdica

Depois da imersão nos aromas, cores e outras bugigangas é hora de partir para o mercado do ouro, que fica há mais alguns minutos de caminhada do mercado das especiarias. Eu não sei quantas joalherias tem, mas por baixo deve ter umas 150 lojas uma ao lado da outra. Umas maiores, com porteiros trajados finamente, outras que só cabe você e o vendedor dentro. Mas todas elas vendendo 100% ouro, diamantes e afins.

Entrada do mercado do ouro

Você pode até desconfiar da qualidade da joia, pois as joalherias não são bonitas, modernas e cheirosas, como as Vivara’s e H. Stern’s da vida, como estamos acostumados a ver nos grandes shoppings aqui no Brasil. São lojas simples, com balcões simples, vitrines bagunçadas e tudo à mostra, sem segurança nas portas. Você entra, escolhe, experimenta, negocia e paga. Simples assim, como se estivesse comprando uma bijuteria no quiosque da praia.

No Gold Souk são vendidas joias confeccionadas em ouro 24/22/18 quilates. Ouro 18 é o que estamos acostumados a ver por aqui, já o 22 e 24 nunca tinha visto. As peças parecem ser ‘bijuterias’, devido à coloração, porém quanto mais perto de 24 quilates, mais puro será o ouro, portanto mais amarelo. Na vitrine está escrito quantos quilates a loja trabalha, mas por via das dúvidas, pode perguntar ao vendedor. Vi muitas joalherias vendendo peças com diamantes e pérolas também.

Quanto ao preço cobrado, funciona assim: o vendedor pesa a peça escolhida e calcula o valor em cima do quanto está valendo a grama do ouro no dia + o design da joia. A diferença entre as lojas é mesmo o design da peça. A maioria que eu vi tinham estilo indiano, com braceletes largos, colares e brincos cheios de penduricalhos. Mas também tem muitos brincos/pulseiras/correntes como as nossas, mais “clean” digamos assim. As opções são milhares, tem de todo preço também. Basta não ter hora pra sair de lá e pechinchar na negociação. Ah, as lojas emitem um certificado da joia quando adquiridas.

Em algumas lojas que entrei, vi alguns fornecedores que iam tirando de dentro de uma mochila ou mala, pacotes e mais pacotes de joias e esparramando no balcão, ali mesmo junto dos clientes, como se estivessem vendendo “Tupeué”, sem o menor medo de serem roubados. Aí a gente já pensa “ah se fosse no Brasil…”. Só vendo pra crer mesmo!

Mais informações aqui.

Mercado do ouro

Imagem: Google Imagens.

Demais fotos: arquivo pessoal.

 

 

 

 

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