Chichén Itzá

Quarto e último dia em Mérida, comprei um tour (670 MXN ou R$ 115,00) para Chichén Itzá com drop-off na rodoviária de Cancun, onde eu pegaria um ônibus para Playa del Carmen, meu destino final da viagem ao México. O trajeto de 130 km foi feito em pouco mais de 2 horas, em um ônibus confortável com ar condicionado congelando, só pra variar. Minha colega naquele dia era uma senhora argentina, bem simpática, que estava turistando sozinha, e seu destino final era a Guatemala.

Tivemos dois guias no ônibus, que contaram um pouquinho da história da civilização maia, que teve seu início 3 mil anos A.C na Guatemala. Seu império durou 4.500 anos e esse povo desapareceu misteriosamente. Marcas da civilização podem ser vistas em Belize, Guatemala (ruínas de Tikal) e nos estados mexicanos de Yucatán (ruínas de Uxmal) e Quintana Roo (ruínas de Tulum).

Chegando na cidade arqueológica de Chichén Itzá e a primeira impressão que tive foi que eu estava numa feira livre em meio a milhares de anos de história maia. Barraquinhas com vendedores ambulantes se misturam aos monumentos. A chuva fraca que caía atrapalhou mais que o barulho perturbador dos vendedores tentando captar clientes aos gritos “Sólo 1 dólar”, “1 Euro señorita”, “1 real señor, 1 real, aprovecha” (acreditem, eu ouvi isso e juro que eu não estava vestida de canarinho!).

Na Calzada de los Muertos, em Teotihuacán, tem um ou outro ambulante que estica um paninho na calçada, mas em Chichén, não curti nem um pouco. Como fica no meio do mato, você imagina um lugar silencioso (embora tenha muitos turistas) pra sentir a energia mas chega uma hora que é impossível, mesmo abstraindo. A Pirâmide de Kukulkán (o cartão-postal) nem é tão legal assim quando você conhece primeiro a Pirâmide do Sol, lá na Cidade do México. #ficaadica

O ingresso custou MXN 205 (R$ 35,00) e 25 MXN (R$ 4,00) uma capa de chuva descartável, que já estava cara (!!!) porque comprei quando estava garoando, senão teria pago metade do preço. Após o passeio de Chichén, fomos conhecer o cenote mais famoso da região, e consequentemente o mais entulhado de turistas, o Ik Kil. Para quem é de Ponta Grossa, um cenote é tipo as Furnas de Vila Velha. Podem ser profundos ou rasos, e as águas são límpidas e frias. As pessoas que banham-se nos cenotes acreditam rejuvenescer 5 anos. Durante a civilização maia, os cenotes eram usados para rituais de sacrifício, onde normalmente crianças, com as melhores vestes e jóias, ou animais, eram empurrados para dentro d’água, morrendo então afogados, acreditando assim renovar ou estabelecer relações com os deuses. Com a descoberta dos cenotes, por arqueólogos, foram retirados objetos e joias em ouro e também esqueletos humanos.

Eu até tentei rejuvenescer 5 anos mas para descer até o cenote havia uma grande fila e, como eu tinha que trocar de ônibus, meu tempo era curto demais. Então, rejuvenescerei numa próxima oportunidade. risos. Após 3 longas horas de viagem devido a um dilúvio, enfim cheguei na rodoviária de Cancun. Me despedi da minha colega argentina e fui buscar o guichê da ADO para comprar a passagem para Playa del Carmen. A essa altura, eu já estava um trapo. Mais 1 hora de ônibus e finalmente cheguei no Caribe, minha gente linda!

Continuação no próximo post! 😉

Mais informações sobre Chichén Itzá aqui.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s