Reserva de Celestún

Esse foi o maior passeio de índio que tive no México, devido à chuva que Chaac Mol mandou no segundo dia do ano deste 2014. Como estaria à toa em Mérida, resolvi comprar um tour para a Reserva da Biosfera Celestún, que incluía um passeio de barco para contemplar os flamingos rosados e os pelicanos, que habitam aquela região no inverno mexicano. Também tinha um almoço incluso num restaurante de frente para o Golfo do México.

A previsão do tempo indicava tempo nublado e uma temperatura razoável, e como eu ia “a la playa, ô ô ô ô”, fui de Havaianas e casaquinho por cima da regata. Segui em um ônibus junto com muitos outros turistas. No caminho a chuva começou a despencar e chegando no destino já estava uma garoa bem fina. Chegamos num píer na beira do rio onde pegamos uma lancha que nos levou até os flamingos, num passeio que durou pouco mais de 2 horas. Graças a Virgen de Guadalupe, uma boa alma emprestou capas de chuva pra mim e para meus companheiros de lancha.

O vento era terrível e a garoa vinha na nossa direção que a solução foi girar o banquinho e ficar de costas, até encontrar o refúgio dos flamingos. Era um grupo enorme, havia uns 200 reunidos, uma exuberância só. A lancha parou bem próximo para que pudéssemos fotografá-los. Naquele momento todo o frio que eu estava passando, foi esquecido pela beleza proporcionada pelos pássaros. Ah se tivesse sol e céu azul! Em seguida, a maioria abriu as asas e voou. Eles têm pernas longas e fininhas e voam enfileirados.

A próxima parada foi em frente a uma ilhota onde observamos pelicanos, que fazem parte até da logomarca de um supermercado chamado Comercial Mexicana. Não são tão bonitos quanto os flamingos, os que vimos eram de cor escura e rechonchudos. Estavam pendurados nos galhos das árvores escondendo-se da garoa.

A terceira e última parada foi em um “ojo de agua”, um manancial de água doce proveniente do subsolo, onde era permitido nadar caso você aguentasse a temperatura congelante da água. Eu molhei o dedinho do pé e bastou. Para chegar nesse local, a lancha se emaranhou por dentro de um mangue e minutos depois atracou em um píer de madeira. Uma caminhada de 2 minutinhos por um deck flutuante e voilá, el ojo de agua.

Voltando para terra firme, devolvemos as capas de chuva e retornamos ao ônibus com direção ao restaurante. Nesse momento eu só lembrava do dia em que a Cris fez uma manta para os pés, da canga da bandeira do Brasil, em Pisa/IT no ano de 2010. E eu sem niente para aquecer os meus. A temperatura só baixava e o ar condicionado do busão também.

Chegamos no restaurante à beira-mar e rapidamente o almoço foi servido. Tinha até piscina disponível, espreguiçadeiras e tudo mais, parecia um clube de praia. Sentei à mesa com uma família mexicana, a mesma que tinha ido no passeio de Uxmal e Kabah no dia 1° de janeiro. Uns queridos, pena que não tirei uma foto com eles! O grupo não quis permanecer por lá e todos aceitaram voltar pra Mérida mais cedo. Apesar dos pesares, foi um bom passeio. Recomendo caso você esteja à toa em Mérida e nunca tenha visto flamingos na vida.

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