México, um país fascinante

“Sempre que eu ouço “O México é lindo”, eu sempre questiono “Pra onde você foi?” e a resposta é quase sempre unânime: Cancun, o destino favorito dos brasileiros num país que é muito mais que Caribe. Infelizmente a grande maioria resiste em permanecer na Gringolândia, apelido carinhoso dado pelos locais, que mais parece uma cidade americana, com seus resorts gigantescos, lojas de grife, Cocobongo e caixas eletrônicos onde você pode escolher sacar dólares americanos ao invés de pesos mexicanos. Sinceramente, de mexicano aqui só mesmo os sombreros vendidos nas lojas de souvenires.

Nada contra quem escolhe relaxar nos luxuosos resorts, mas o meu México tem o cheiro das tortilhas de milho da capital, o colorido do casario colonial de Oaxaca, o misticismo de Uxmal, a sinfonia dos mariachis, a alegria do povo mexicano e suas animadas fiestas.

O país tem atrações turísticas para todos os gostos: deserto, montanhas, cidades coloniais, metrópoles, incontáveis museus, sítios arqueológicos e praias. Ah, as praias. Se o Caribe não te agrada muito, você pode escolher ir para o Pacífico, ao Golfo do México ou ainda ao Mar de Cortez.

É verdade que a Cidade do México, ou somente DF, é a irmã gêmea de São Paulo. Tanto em congestionamento quanto à poluição do ar. Enquanto estive lá, não vi sequer o azul do céu. Ouvi ensurdecedoras buzinas e me espremi no metrô lotado na hora do rush. Em contrapartida, me senti mais segura lá do que na Alemanha, por exemplo.

O México está anos-luz mais avançado, turisticamente falando, do que o Brasil. Tanto na infraestrutura quanto na comunicação. Sim, porque o maior problema que nosso país enfrenta hoje, segundo o Riq Freire (e eu concordo) é a comunicação. No México, a grande maioria da população domina, pelo menos, a língua inglesa. E aqui? Sem comentários.

Os mexicanos são amáveis, sorridentes, felizes. Orgulhosos da pátria que têm. Eles conhecem a história do seu país e da sua cidade como ninguém, e fazem questão de contar pra você. E se tiverem um livro para ilustrar, é o maior prêmio que você irá receber. Experiência própria e impagável.

A gastronomia é riquíssima, saborosa, aromática, picante. Esqueça tudo o que você já comeu no Brasil que se intitulava “comida mexicana”. Viaje com a mente, coração e paladar aberto para toda e qualquer experiência gastronômica que o México irá te proporcionar. Guarde alguns nomes: tlayuda, escamoles, chapulines, poc-chuc, cochinita pibil, mole poblano, sopa de lima, entomatadas, gringas, esquite, marquesita, horchata, mezcal, agua de Jamaica. Esqueça o trio tequila, limão e sal.

É muito comum as comidas calleras, ou comidas de rua. Por todas as cidades, em qualquer hora do dia, haverá barraquinhas vendendo todo o tipo de alimento imaginável. Dos mais esdrúxulos visualmente àqueles que o aroma vai longe. Eu até tentei uma reserva no Pujol, mas meu programa favorito era comer nas barraquinhas de rua ou nos restaurantes frequentados por mexicanos. E por favor né, Mc Donald’s você come aqui.

Acompanhe no blog uma série de posts sobre o México, um país fascinante!”

Texto publicado originalmente na Revista D’Pontaponta, edição 216, janeiro de 2014, página 52. Versão online no link abaixo: 

http://www.youblisher.com/p/824380-DP-216-Fevereiro-2014/

México

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